Mariza e Morelenbaum Transparente na Torre de Belém
Mariza canta hoje nos jardins da Torre de Belém, em Lisboa, na companhia da Sinfonieta de Lisboa, dirigida pelo brasileiro Jaques Morelenbaum. Um espectáculo único, de entrada livre, que será gravado tendo em vista a sua futura edição em disco. Por Miguel Francisco Cadete
Ele é um dos músicos brasileiros mais multifacetados. Jaques Morelenbaum, de 51 anos, assume sem problemas as funções de compositor, director musical, pianista, baixista, violoncelista, vocalista, percussionista, produtor ou orquestrador. Tornou-se mundialmente conhecido pelo trabalho que tem desenvolvido como braço direito de Caetano Veloso desde há 13 anos. Apesar da formação clássica, fundou, logo nos anos setenta, um grupo de rock progressivo/tropicalista, A Barca de Sol. Nos anos oitenta colaborou intensamente com Egberto Gismonti e, na década seguinte, mercê do seu aclamado trabalho com Caetano Veloso, torna-se inseparável do japonês Ryuichi Sakamoto, com quem, ao lado da sua mulher Paula Morelenbaum, viria a gravar os álbuns Casa e Memories from New York. Com o Quinteto Jobim/Morelenbaum, onde alinha com os filhos e netos de Tom Jobim, produz música de câmara destinada a homenagear a obra de um dos maiores compositores da bossa nova. O seu talento enquanto arranjador e orquestrador encontra-se espalhado por mais de 400 discos. No início deste ano produziu e arranjou o terceiro álbum de Mariza, Transparente, e veio especialmente a Portugal para conduzir a Sinfonieta de Lisboa no espectáculo que hoje tem lugar junto à Torre de Belém.
(in Público)