Luís Guisado
Não sei se alguma vez te cheguei a dizer que foste a primeira pessoa que vi do curso. Quando entrámos no pavilhão central para a inscrição; num misto de entusiasmo e de receio do que por aí viria para os próximos anos das nossas vidas. Pude logo ver que eras um cromo :) Com grande genica! Depois vieram os arraiais, as férias em conjunto, Portimão (e a ida por breves instantes a Espanha), Gerês, Tróia - ainda me lembro daquela longa introdução ao Dido e Aenas e da barricada de quem não nos queria deixar dormir de manhã! Da tua sensatez, principalmente da tua Amizade. Que foi crescendo com o passar do tempo e que atingiu um estatuto de confidência - a tua paciência! Já não me podias ouvir falar de temas recursivos, mas ainda lá estavas para me apoiar nos meus problemas sem solução. O medo no parque de estacionamento do Colombo depois do "The ring"... Sempre estiveste lá nos momentos em que precisei. Com palavras reconfortantes, incentivo para a mecânica quântica (!), os sistemas dinâmicos e o meu doutoramento. Foste, és e serás sempre fonte de inspiração. Nunca te vi fazer uma birra. Tantas outras coisas ficaram por dizer, mas tu sabes o que significas para mim. E na tua simplicidade talvez não te tenhas apercebido do papel que tinhas no nosso grupo (o albúm de fotos dos meus anos, sim as fotos com a camisa branca e a tocares violino, é a prova disso: onde escreveste "mas afinal este albúm é sobre mim ou sobre a Tecas" - sobre uma colheita de Amigos). Fecho os olhos e o teu sorriso infantil continua lá. Tenho saudades tuas!
"You will be in my heart!" - Lembraste do Tarzan e do puto aos gritos no cinema?
Teresa (de alma na cerimónia)