O prometido relato, em diferido mas alargado, dos últimos dias: party, party, party!
Quinta
Estava cá a Marta e levei-a a uma festa universitária no “De Tap” – o cafézinho em Leidsplein onde os Erasmus vão às quintas. A festa foi flat, acabámos à conversa com a Tatiana (a tuga da resi) e umas amigas dela.
Sexta
Jantar no café Uilenstede (o café perto da resi) com a malta do Holandês. Quem já viu as fotos do post anterior sabe do que estou a falar. A Patrícia e o André chegaram e fomos para uma festa organizada pelos espanhóis na sala de convivío da resi.
Sábado
Depois de insistência por parte deles lá fomos de bike para o centro (a minha bicicleta tinha sido muito gabada e achei que não iria resistir a uma noite estacionada no centro de Amsterdão...). A boa acção do dia: saiem-me 150 euros do multibanco (antes de pôr o meu cartão) e não consigo evitar ir atrás do homem a quem pertenciam por direito! Nos momentos seguintes senti-me mesmo bem comigo mesma, uma verdadeira escuteira. Mas depois fiquei a pensar que podia ter usado o money para pagar a entrada na disco à tuga da residência que não foi por andar aflita este mês, até porque o tinha “achado”. Arrependi-me de ter tomado atenção a quem estava antes de mim na fila lol Moral da história: ao contrário da maioria dos casos, sou boa pessoa, mas no fundo, no fundo má como as cobras LOL
Lá fui outra vez para o perturbante red light e desta vez houve mesmo um tipo que andou por lá atrás de nós... mas eramos 3 e simplesmente espancámo-lo. Claro que não :) aquilo é uma zona tão turistica que não há problema. Mas acho desagradável ir lá; fico sempre a pensar que a prostituição podia ser legal sem este exibicionismo e aproveitamento turístico (famelga e futuras visitas isto é uma indirecta para não me pedirem para ir lá outra vez!). É um cartão de visitas que não gostava de ter em Portugal, imaginem o casal ventoso com umas luzinhas e umas salas de chuto com montras em que se podia ver os agarraditos a chutar para a veia ao vivo... ou qualquer coisa do género como uma iluminação psicadélica do muro do técnico... Enfim, tenho discutido bastante esta questão e ninguém concorda comigo snif snif Só para terminar digo que na minha opinião as coisas podiam ter sido feitas de outra maneira e que não me parece que a experiência da Holanda convença os outros países a pôr as prostitutas a pagar impostos (nem acho que a questão de saúde pública seja controlável apesar de todos os resultados dos estudos estatísticos, cujos métodos deixam muito a desejar – como aqueles americanos em que se comparam as variáveis erradas chegando a correlações ridículas - e que levaram a mais uma acesa discussão com o Roman). Sou adepta do diálogo, mas neste caso tenho de admitir que só muito difícilmente me fazem alterar a opinião que formei. Mas continuarei sempre a aprender com a opinião (diferente) dos outros! Acabámos a noite com uma ida à disco night. Ainda não tinha ido desde que cá estou. Estava à espera de melhor. Não da música, que pelas festinhas a que tenho ido já tinha percebido que é muito na onda R&B (leia-se pessoal que mais parece jogador de basquete – vestidos a rigor – a dançar de uma forma muito cool), mas do espaço. A Paradiso era uma antiga igreja, por fora o edifício pedia um interior à altura... também um pouco de azar com o dia que nos calhou, consigo imaginar-me a delirar com um concerto dos Lamb ali... ou do David Fonseca, também podia ser. Talvez repita, mas a longo prazo ou com programa que me agrade. Quando fechou lá pedalámos para casa e sobrevivi lol
Domingo
O Roman tinha cá uma amiga do Uruguai que vive em Barcelona e fomos os cinco de bike até uma aldeiazinha – Durgerdam – a 2 km de Amsterdão, muito bonita com casinhas fabulosas ao longo de uma marginal (vou pôr fotos no site, mas eles andam muito lentinhos a disponibilizá-las online...). Numa paragem estratégica no café local para um reconfortante capuccino pude experienciar simpatia dos holandeses mais rurais (ainda nos arredores de Amsterdão já tinhamos encontrado um velhote muito simpático que nos indicou o caminho, mesmo sem perguntarmos, só por nos ver com o mapa na mão) em oposição a uma certa frieza dos habitantes da capital – um pouco como em Portugal: piadinha para os alfacinhas que acham que o resto é paisagem (*). Fomos jantar perto da casa do Roman Alemão - o outro é espanhol e vou começar a distingui-lo usando a alcunha Romansterdam, portanto o da alcunha é o espanhol – que blog complicado! (**) – a um bar de tapas “as good as corn”. Entretanto soubemos o resultado das eleições em Espanha e decidimos ir comemorar para um café. Estacionámos as bikes, a minha ficou presa à que a Tatiana tinha emprestado ao André. Pois é, enganei-me: a minha bike resistiu uma noite, mas não duas... :( quando saímos tinham rebentado o cadeado, imagino que com um alicate do tamanho do mundo, e levado as duas. Só um espaço vazio e o cadeado rebentado no chão a lembrar-nos que não tinhamos bebido um copo a mais e não estávamos a fazer confusão. “Welcome to Amsterdam” – este foi o comentário que ouvi no hospital de todos a quem contei. O resto foi triste e não merece referência neste espaço que se pretende divertido. Já comprei outra; por enquanto o banco tá um bocado marado, mas penso que é só apertar, senão a Sandra do laboratório já me ofereceu um banco antigo que tem por lá (porque trocou para um todo xpto para não fazer doer aquela parte bochechuda que sabemos).
Na segunda bacalhau à brás e vinho 5 estrelas!
“Trabalho”
(Esta parte é para não pensaram que a vida aqui não é dura.) Tenho sido cobaia das experiências do Dennis – um dos holandeses da sala ao lado da onde estou. Ressonância anteontem e MEG ontem. A parte divertida é que andei na noite de terça - “Big fish” e conversa no “De Balie” - com umas pintas verdes na cara, para depois alinhar as imagens. Duas delas passam despercebidas porque são perto das orelhas e dá para tapar com o cabelo, mas a outra é no cimo do nariz – como as indianas usam. Vamos lá ver se a moda não pega lol (Incrível: não houve ninguém a olhar mais para mim por causa das marcas, realmente neste contexto de pessoas estranhas estava bastante abaixo da média). Por momentos ainda pensei que era a praxe daqui, mas não. Continuo com os meus cálculos multi-linguagens de programação agora para eyes closed de 20 minutos – não tá fácil, nem sei se os doentes aguentam mas por enquanto só healthies e ruídos lol
Na holanda há uma tradição muito engraçada de oferecer umas tostas com manteiga e umas bolinhas por cima, de açúcar que sabem a aniz, quando nasce um bebé: azuis se for menino ou cor-de-rosa se menina :)
P.S. Algumas respostas:
Carlos: tão a resistir... lol
Pedro: parabéns pelo artigo (bem, mais uma referencia à tua pessoa neste blog!; claro que espero em troca umas explicações de Finlandês na semana do teste)
(*) Alguns dos quais defenderam esta ideia no jantar de curso em Almeirim - só mesmo para me certificar que sabem que falo de vocês eh, eh.
(**) E sem qualquer informação relevante, se estás a ler isto é porque és meu amigo e te preocupas com os meus episódios ou és apenas um grande cusco! De qualquer das maneiras não tenham vergonha de comentar lololol
Depois deste “copy paste” bulir, bulir, bulir... (e de volta às sopinhas de pacote - mãe não te preocupes, tou só a reinar! Tenho-me alimentado duma forma muito saudável e cozinhado pratos elaboradíssimos.).
“Mamã, mamã... onde estás tu mamã? Nós sem ti não sabemos...”
Hasta la vista,
- Baby